De janeiro a março deste ano, foram reportados 218.074 incidentes de segurança
na internet ao Cert.br (www.cert.br), grupo do CGI.br (Comitê Gestor da Internet
no Brasil) especializado nesse tipo de ocorrência. Quando comparado aos 222.528
registros no ano passado inteiro, o número dá a dimensão da escalada dos crimes
virtuais no país.
A maioria dos delitos cometidos na internet são crimes
de meio, em que a rede é usada como ferramenta para executar práticas
ilícitas.
Entre os crimes mais comuns cometidos pela rede estão os de
calúnia, difamação, injúria, estelionato, dano e violação de direitos
autorais.
A Lei Azeredo, em tramitação na Câmara, pretende combater
infrações que hoje estão impunes, como destruição de dados eletrônicos.
Se enquadrados no Código Penal, delitos cometidos pela rede podem ser
punidos da mesma forma que aqueles perpetrados no mundo real.
Além
disso, peritos de informática da polícia atuam em casos em que a tecnologia é
coadjuvante, como os de assassinato, suicídio e pedofilia, analisando discos
rígidos ou páginas na internet que pertençam a vítimas ou a
suspeitos.
Delegacias especializadas
Os grandes
centros urbanos já contam com delegacias especializadas em delitos virtuais,
onde é possível registrar boletins de ocorrência.
Em São Paulo, vítimas
de crimes digitais podem recorrer à 4ª Delegacia de Crimes Eletrônicos do Deic,
(av. Zaki Narchi, 152, Santana). O telefone de contato é 0/xx/11/2221-7030.