Até 40 mil sites podem ter sido alterados por crackers, com o objetivo de
redirecionar os visitantes dessas páginas para outros endereços contaminados com
vírus e outros tipos de malware, de acordo com a Websense, empresa especializada
em segurança no meio digital.
Os sites invadidos foram modificados para
redirecionar os usuários a uma versão falsa do Google Analytics. De lá, eles são
enviados a uma outra página, disse Carl Leonard, gerente de pesquisa de ameaças
da Websense.
Nessa terceira página, o usuário recebe um alerta avisando
que o computador foi contaminado por um vírus e pede a instalação de um software
pare remover o programa malicioso do computador.
O programa instalado,
porém, é um cavalo-de-troia e pode ser usado para obter informações pessoais do
internauta, como senhas bancárias e de loja virtuais, ou para transformar a
máquina em um PC zumbi, que envia spams e dissemina mais softwares
maliciosos.
O mais preocupante, na avaliação de Leonard, é que apenas
quatro dos 39 programas de segurança encontrados no mercado hoje são capazes de
identificar o programa malicioso. A empresa ainda não determinou o que os
crackers estão fazendo com os PCs comprometidos.