| Brasil é rota de passagem de spams internacionais |
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A quantidade de mensagens indesejadas que chegam nas caixas de entrada dos internautas não é brincadeira. Só 10% do que a gente recebe por e-mail não é spam. Isso gera desperdício de tempo e de dinheiro de todos, tanto dos provedores, quanto das teles, aponta o coordenador da Comissão de Trabalho Anti-spam (CT-Spam), Henrique Faulhaber.
A Comissão, criada pelo Comitê Gestor de Internet (CGI.br), inicia a segunda fase do projeto SpamPots, para identificar a origem das mensagens maliciosas. Vamos avaliar o conteúdo dos spams que estão sendo enviados para cá, como também conhecer os e-mails produzidos no País, explica Faulhaber.
O SpamPots, que utiliza dez computadores conectados 24 horas por dia servindo como isca para os spammers, já reuniu 524 milhões de e-mails. A maioria das mensagens (73%) vem de Taiwan e da China (15,8%), mas não fica aqui, conta Faulhaber. A pesquisa detectou que o Brasil muitas vezes é usado como ponte para o envio de spams para outros países.
A análise do conteúdo das mensagens vai permitir aos pesquisadores saber para onde essas mensagens estão destinadas, e quantas são propaganda ou contêm algum arquivo de phishing. O projeto nos mostra uma mudança no perfil do spam, que deixou de ser um anúncio para carregar vírus, comenta o diretor-presidente do CGI.br, Demi Getschko.
Outro ponto importante para o comitê é a cooperação internacional. Faz parte do nosso objetivo conversar com os responsáveis pela administração das redes em outros países, especialmente da Ásia, para analisarmos que medidas podem ser tomadas, completa Faulhaber. |